18.3.10

ROYALTIES: PROTESTO REÚNE 80 MIL NO RIO

Uma multidão entre empresários, artistas, políticos e até antigos adversários na luta contra a perda de royalties se juntaram na Avenida Rio Branco, no Centro.
Milhares de pessoas participaram de uma manifestação, no Rio, contra as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo.


Nem chuva, nem distância. As caravanas vieram de todos os cantos do estado. O ponto de encontro foi no coração da cidade: Candelária, cenário de importantes protestos na história do país.

Que desta vez reuniu uma multidão entre empresários, artistas, políticos e até antigos adversários na luta contra a perda de royalties e não só do Rio de Janeiro. O governador do Espírito Santo, que também poderá ter menos dinheiro do petróleo, se juntou à manifestação.

Os royalties são pagos pelas empresas à União, estados e municípios como uma compensação ambiental e social pela exploração de petróleo. Se a produção atinge um volume muito alto em determinado lugar, é pago um adicional: a participação especial.

Pelo modelo atual, a União fica com 40% dos royalties pagos. Os estados e municípios produtores com 45%, cidades com instalações petrolíferas, como refinarias, ganham 7,5%. Os 7,5% restantes vão para o fundo especial e são repartidos entre todos os estados e municípios do Brasil.

Pela emenda dos deputados Ibsen Pinheiro e Humberto Souto, o percentual da União seria mantido. Mas acabaria a distinção entre produtores e não produtores que dividiriam todo o restante: metade para estados, metade para municípios.

A mesma regra valeria para as participações especiais. A nova divisão afetaria não só os futuros campos do pré-sal, que ainda serão licitados, mas também os campos que não são do pré-sal e já estão em funcionamento.

Com as novas regras, a arrecadação do estado e municípios do Rio cairia de R$ 7 bilhões para R$ 100 milhões por ano. No Espírito Santo, as perdas seriam de R$ 400 milhões.

Quando os manifestantes saíram em caminhada, os trabalhadores do Centro do Rio também deixaram o trabalho para engrossar a marcha de protesto. Segundo os organizadores, essa é a demonstração mais forte de toda insatisfação com o projeto de distribuição dos royalties.

“Acho que o recado está dado de uma maneira muito vibrante. Quando vi a chuva hoje, eu achei que nós não fôssemos capazes de colocar tanta gente. Estou muito feliz”, vibrou o governador do Rio, Sérgio Cabral.
Do alto, não dava para ver nem o asfalto da Avenida Rio Branco, uma das mais importantes da cidade. Segundo a Polícia Militar, eram 80 mil pessoas, que mesmo depois da caminhada e da chuva ter engrossado, ficaram para ouvir os artistas que apóiam a briga pelos royalties.

fonte: http//jornalnacional.globo.com/

Itaboraí também marcou presença na manifestação de ontem, cerca de 16 ônibus saíram do município para o Rio.
Participantes carregaram faixas, bandeiras para demonstrar a indignação e revolta contra a emenda dos deputados.


“Os royalties do petróleo não são um presente dado ao Rio de Janeiro, mas sim uma compensação por possíveis danos ambientais em decorrência da exploração petrolífera..." Tereza Porto - Secretária de Estado de Educação


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