Uma medida que permite às indústrias e nações reduzirem seus índices de emissão de gases do efeito estufa por um sistema de compensação. Funciona assim: conforme o Protocolo de Kyoto, as nações industrializadas devem reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, durante o período de 2008 a 2012, em 5,2% em relação aos níveis de 1990.
Os governos calculam quanto precisam diminuir e repassam essa informação às indústrias do país, estabelecendo uma cota para cada uma. Essas empresas podem adotar medidas de eficiência energética para atingir suas metas ou ir ao mercado e comprar créditos de carbono (um crédito de carbono equivale a 1 tonelada de dióxido de carbono). Daí a compensação: já que a empresa não vai conseguir reduzir suas emissões, ela compra esse "bônus" de terceiros.
Para que uma empresa tenha direito a vender créditos de carbono, precisa cumprir dois requisitos: contribuir para o desenvolvimento sustentável e adicionar alguma vantagem ao ambiente, seja pela absorção de dióxido de carbono (por exemplo, com o plantio de árvores), seja por evitar o lançamento de gases do efeito estufa na atmosfera - a quantidade de CO2 que ela retirar ou deixar de despejar na atmosfera é que pode ser convertida em créditos de carbono. Do total desses créditos disponíveis para venda no mercado, 15% vêm do Brasil.fonte
Saiba mais:
O mercado de carbono e o Protocolo de Kyoto
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22.2.10
19.12.09
Embaixador brasileiro diz que acordo na COP15 é "decepcionante"
COPENHAGUE - O embaixador brasileiro Sérgio Serra, um dos negociadores da delegação brasileira na Conferência de Copenhague, disse que o acordo alcançado entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul é decepcionante.
"Não é um fracasso, mas é decepcionante", afirmou, criticando o fato de "não terem sido colocados números definitivos sobre a mesa". "Mas pelo menos é um acordo que nos permitirá salvar algo e seguir negociando, no ano que vem, os números que não puderam ser fechados", afirmou.
Segundo Serra, o acordo foi fechado durante uma reunião entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e os líderes de China, Índia, África do Sul e Brasil. A discussão ficou centrada nos mecanismos de supervisão para as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, aos quais a China se opunha.
O embaixador elogiou o papel do Brasil e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "mediador" entre Washington e Pequim em um tema que qualificou de "principal discórdia entre os dois países".
O acordo foi alcançado depois de uma alteração em dois conceitos do texto: os mecanismos de "exame e avaliação" foram alterados para mecanismos de "consulta e análise" das metas de redução de emissões poluentes de cada país.
Serra comentou a proposta está sendo traduzida em uma "declaração política", que será votada em uma sessão plenária da Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15).
A reunião de Copenhague é a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP-15. A Organização das Nações Unidas (ONU) começou a discutir as mudanças climáticas em 1972, num grande evento em Estocolmo, Suécia. Os encontros se tornaram anuais em 1995, com a COP1, ocorrida em Berlim. A COP-16 ocorrerá em dezembro de 2010, na Cidade do México.
fonte COP-15
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